quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Pequeno diário de uma curta viagem





...a bordo daquele, a ver a terra que foi a nossa casa cada vez mais longe e mais pequena, através das nuvens escuras...

...assim se atravessa um pedaço de oceano para fazer uma surpresa e preparar uma vida num novo sítio...

...aquele lugar com o navio a partir, aquele mais verde e mais azul e mais...mais para explorar, para conhecer, para fazer, para simplesmente estar...

...contigo nos meus braços e comigo nos teus, enquanto a chuva cai lá fora e o filme corre na televisão, ao sabor do leite quente com chocolate e das torradinhas com manteiga e marmelada...

Talvez seja esta a última viagem e a última grande mudança nos próximos tempos. É nisso que apostamos. É por isso que o fazemos agora. Para termos um ano de paz e não pensarmos que da próxima vez vai voltar a ser mais do mesmo.
E com certeza vai correr tudo bem. Com certeza vamos conseguir o que queremos, voltar a ter o que é nosso e nos pertence e continuarmos a nossa caminhada para a frente.

Amo-te. Espera mas não desesperes, pois eu não demoro!

4 comentários:

A disse...

Quero e devo acreditar.

Must to...

... mas está difícil não crer que será mais do mesmo.

Cansaço em cima do corpo e os olhos que se perdem no peso da alma. Estou muito mais do que cansada. Estou farta. e ainda agora isto começou...



:')


Obrigada pelo fim-de-semana. principalmente o primeiro.


Amo-te*

A. disse...

[E com certeza vai correr tudo bem.]

...vai.e sem dúvida alguma
vai valer a pena.

saudades e um abraço
muito forte.
*








(...é parecida comigo.não atende aos TRIMMTRIMMS dos amigos!)
;)

St. J. disse...

Ai a voragem...

O raio do tempo passa e nem sequer deixa um número para onde lhe possamos telefonar. Muda de casa, de mês, de ilha, de tempo (daquele que antes fez sol e agora é de chuva), muda de nome, de dentes, de cor de cabelo, ganha e perde barriga sem pedir autorização, esquece nomes e senhas e passwords, enfim, o Tempo é um ingrato quando tudo o que devia ser é Agradecido. Por isso, o tempo deixa angústias por não ter deixado agarrar-se a tempo.

Faz tempo que não tinha tempo para coisas importantes - porque a esmagadora maioria das parcelas que compõem a minha vida são feitas de coisa nenhuma, perdida entre filas de automóveis e anotações de conversas chatas que, ainda por cima,têm de ser correctamente reproduzidas -, mas, dizia-vos, faz tempo que Vos queria ver... E hoje fi-lo.

Fiquei com aquela lágrima emperrada ao canto do olho, porque sou dado a estas coisas que caem para o lado da cebolinha bem picadinha, e comovi-me com a casa azul e os tempos que juntam o 30 ao 31.

Não sei se me consigo redimir sobre a tal minha ausência, mas se for possível meter uma valente cunha nesse sentido, também aproveito para, juntamente com a remessa da dita cunha, Vos deixar, do fundo do meu coração, o maior beijo que vos possa dar.

Obrigado,

João

A. disse...

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